domingo, 1 de janeiro de 2017

Tentativas não devem ser banalizadas.
Não importa se você vai tentar pela milésima vez, numa dessas dá certo.
O mais importante é não desistir de absolutamente nada do que é necessário e desejado.
Se é possível, tente! Se não é, ore!
Que haja afinco e determinação.
O início de um novo ano traz o renovo das esperanças e elas fazem que a crença em nós mesmos seja reestabelecida.
Sejamos indesistíveis.
Vou tentar escrever nesse blog de novo.
Feliz 2017!

sábado, 9 de junho de 2012




A GRANDEZA DO MAR
Paulo Roberto Gaefke
VOCÊ SABE por que o mar é tão grande?
Tão imenso? Tão poderoso?
É porque teve a humildade de colocar-se alguns centímetros
abaixo de todos os rios.
Sabendo receber, tornou-se grande.
Se quisesse ser o primeiro, centímetros acima de todos os rios,
não seria mar, mas sim uma ilha.
Toda sua água iria para os outros e estaria isolado.
A perda faz parte.
A queda faz parte.
A morte faz parte.
É impossível vivermos satisfatoriamente.
Precisamos aprender a perder, a cair, a errar e a morrer.
Impossível ganhar sem saber perder.
Impossível andar sem saber cair.
Impossível acertar sem saber errar.
Impossível viver sem saber morrer.
Se aprenderes a perder, a cair, a errar, ninguém mais o controlará.
Porque o máximo que poderá acontecer a você é cair, errar e perder.
E isto você já sabe.
Bem aventurado aquele que já consegue receber com a mesma naturalidade
o ganho e a perda, o acerto e o erro, o triunfo e a queda, a vida e a morte.
[No livro "Quando é preciso Viver" página 29]

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Exigência

Quanto ao campo pessoal, não exijo nada, não cobro nada que não se tenha disposição em dar, eu só tenho a ingênua confiança naquilo que as pessoas se dizem ser.
Tola que eu sou, ainda sofro com a falta de comprometimento com as palavras que me dizem.
O beijo

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A voz do silêncio



Ouvir o silêncio é o mesmo que um jovem aprendiz faz quando ouve um ancião. Senta-se aos seus pés e desapressadamente escuta apenas. Com o passar do tempo as palavras começam a fazer sentido, e não se quer mais sair dali.
Em primeira instância, o silêncio parece apenas ausência de barulho, depois de alguns instantes é possível ouvi-lo, ouve-se o ar, ouve-se a si mesmo e as batidas de seu coração, ouve-se os pensamentos. A voz do silêncio tem camadas que vão das superficiais às mais profundas.
Só consegue fazer o exercício de ouvir o silêncio aqueles que não têm medo do confronto e de si mesmo, ao parar para ouvir o silêncio, pode ser que se ouça mais do que se esperava, pode ser que haja uma ponta de dor. 
Mas os resultados são benéficos, pois assim como no caso do aprendiz e do ancião, é impossível determinar o mais sábio, se aquele que fala por toda experiência adquirida, ou aquele que ouve pela disposição de estar ali aprendendo.


O Beijo

domingo, 1 de janeiro de 2012


Em início de ano não é raro desejarmos Felicidade ao próximo e a nós mesmos, é um desejo tão ardente, tão forte, tão intenso que por vezes as lágrimas chegam aos olhos manifestando o anseio da alma pela tal.
Todos desejam, nem todos buscam por ela.
Ser feliz não é tarefa fácil, nem é chuva que cai do céu. Não adianta esperar pela Felicidade, é necessário correr atrás, calejar as mãos e a alma, lutar por ela e acima de tudo fazer por merecer.
A religião não traz Felicidade, o dinheiro também não, outra pessoa não traz Felicidade tão pouco seu trabalho.
Felicidade é o fruto do trabalho, a colheita do plantio, a realização (por meio do esforço) de um sonho, a conquista obtida pela luta... Não é nada que seja palpável, nem concreta, por mais que esse pensamento possa ser recorrente, e tem significado diferentes para cada pessoa.
A Felicidade não é para os que ficam parados esperando a vida passar, ou para aqueles que esperam que o mundo mude, que a economia mude, que o sistema mude para então poder ser feliz.
A Felicidade é conquistada pelas próprias mãos, não há milagres para alcançá-la, há a lógica de um bom plantio para uma boa colheita.
A felicidade não é um estado passageiro como um ano para outro, nem são momentos de riso. Felicidade é o estado permanente dos que lutam e têm a certeza de que a vitória será alcançada por saberem que tipo de semente têm plantado. A Felicidade faz parte do caráter daqueles que sabem lidar com as dificuldades e tristezas, porque sabem que as mazelas da vida são inevitáveis, mas a reação á elas é absolutamente opcional. Felicidade é a responsável pela paz e pelo sorriso no rosto daqueles que não vivem lamentando fatos, mas que buscam saídas mesmo com o coração esmigalhado.
Ser feliz não é estar feliz e muitas vezes Deus mostra o caminho a percorrer, e até  dá boas receitas, mas os pés para caminhada e as mãos para executar são próprios e individuais, ninguém pode ser feliz em lugar de outro alguém.
Em 2012 busque SER feliz, mesmo que doa, mesmo que você tenha que se desfazer de coisas ou de pessoas... o SER recompensará todas as dores.



O beijo

domingo, 25 de dezembro de 2011




É absolutamente natural que se tenha medo de errar. O receio, a saída do comodismo, daquilo que é certo, a troca pelo duvidoso...
Já disseram certa vez que o medo nos protege, é um escudo...
Prefiro pensar que o medo é um obstáculo (talvez o maior de todos) a ser transposto.
Seres humanos não foram feitos para ficarem estáticos, para isso existe a morte, nós fomos criados para o movimento constante de mudança, transformação, deslocação, recomeço, volta...
Vida precisar ser vívida e vivida, precisa do impulso, da motivação, da coragem. Não falo de aventuras insanas e impensadas, falo de desafios!
O desafio nos move, já diria a propaganda do Canal Futura (que eu adoro!!!!) que o que move o mundo são as perguntas e não as respostas. É a dúvida, é o incerto que nos motiva. Ninguém corre atrás do que já se sabe ou se tem certeza, corremos atrás daquilo que ainda não sabemos e talvez nunca saibamos, mas estamos sempre nos movendo.
Eu estou me movendo, eu estou mudando, e isso me dá um medão e uma insegurança gigante, mas se assim não for, as coisas ficarão como estão, e como estão não podem ficar!


O Beijo (da locomotiva em forma de gente)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ainda encontro a fórmula do amor

Eu realmente queria encontrar a fórmula do amor.
Para que os casais jamais deixassem de sonhar, de ansiar pela chegada um do outro, para que lhes fosse insuportável a separação, mesmo que apenas por alguns segundos.
Quero a receita do sonho sempre compartilhado, da fantasia eternizada, da alegria das conquistas conjuntas.
Queria ter o poder de fazer com que aqueles que um dia foram enamorados um do outro, voltassem a se beijar de língua, andar de mãos dadas pelas ruas, queria fazer com que as discussões por quem vai pagar a conta do restaurante fosse oposta.
Queria encontrar o momento em que eles deixaram de se admirar, de se contemplar, de se fazerem companhia, de se fazerem o silêncio necessário, se eu pudesse eu faria aquele momento de decepção que manchou a linda história de amor desaparecer. Quero maturidade para que ambos entendam que ninguém é perfeito, mas que continuem acreditando que o outro é perfeito para si, apesar  de tudo.
Eu quero que cada história de amor dê certo para sempre. Que a vida que um dia planejaram se realize.
Eu quero a felicidade eterna para todos aqueles que sonharam com ela ao lado de outro e que esse outro tenha o mesmo objetivo.
Eu quero disposição para ser feliz renovada, quero filhos que se orgulhem do amor dos pais.
Quero sabedoria para os casais que se amam encontrar paz, e realização mesmo quando as dificuldades aparecerem.
Quero memória reforçada para aqueles que esqueceram-se do primeiro olhar, do primeiro beijo, do primeiro ano de namoro e de casamento.
Quero do fundo da minha alma conhecer pessoas menos frustradas, menos frias, menos desistidas.
Eu quero felicidade eterna, implícita do amor verdadeiro.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Mude!



Mude!
Mesmo que cause uma certa insegurança.
Escolha arriscar.
Mude sem se preocupar em provar para os outros se isso é certo ou errado. Mude e pronto, um dia, todos, inclusive você saberá se acertou ou não.
Continue num processo de mudança, mesmo que não saiba em que você irá se transformar, eu duvido que a lagarta saiba!
Mude, mesmo que isso traga dúvidas. Mude até ter convicção de quem você é. Já viu uma casa com uma mudança parada no meio do caminho? É necessário que se mude até o fim, mesmo que seja para mudar tudo de novo quando acabar.
Mudanças são libertadoras. Elas te libertam dos velhos conceitos, das velhas ideias, da rotina e do comodismo.
Mudar mostra novos padrões e desfazem os velhos.
Não é fácil! Mudar é para quem tem ousadia, disposição e não teme a dor.
Mudar pode ser sofrido, trabalhoso, mas é instigante, motivador, sempre traz coisas novas, reações novas próprias e alheias, mudar é surpreendente!
Escolher mudar é escolher viver, e viver de uma forma diferente, viver longe da mediocridade, viver descobrindo o novo.
Mude! Mesmo que haja perdas de alguns bens, de alguns supostos amigos, mesmo que te afaste temporariamente de algum projeto. Mude mesmo que seja só pela experiência de mudar, ela pode ser transformadora! 
Pergunte às borboletas.


O Beijo

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Para as de quase 30 ou mais...

Tem coisas para não ser taxada de solteirona convicta, só se pode escrever depois de encontrar o amor.
Minha admiração por nós, mulheres que não nos acomodamos, nem nos prendemos a ninguém só por status, carência, ou pela pressão da sociedade.
Meu respeito por nós, mulheres maduras, formadas, inteligentes que sabem o que querem e respeitam acima de tudo esse querer.
Por todas aquelas que não se contentam com pouco, não cedem à pressão e padrões sociais.
Minha homenagem a todas as mulheres que não aceitam nada menos que a plenitude, a felicidade, a realização, a completude e integralidade de cada relacionamento.


O desejo de Doris não era tão estranho, Lexie sabia. Por ali, pelo menos era isso que se esperava das mulheres. E quando se permitia ser franca consigo mesma, Lexie às vezes também desejava ter uma vida assim . Pelo menos na teoria. Mas ela queria primeiro encontrar o homem certo, alguém que a inspirasse, o tipo de homem que ela teria orgulho de chamar de seu homem. Era nisso que ela e Doris divergiam. Doris parecia achar que um homem de bem, decente, e com um bom emprego era tudo o que uma mulher sensata poderia desejar. E, talvez no passado, essas fossem as qualidades que se poderia esperar. Mas Lexie não queria ficar com alguém apenas por ele ser bom e decente e ter um bom emprego. Quem sabe - talvez ela tivesse expectativas irreais -, mas Lexie também queria se sentir apaixonada por ele. Não importava a bondade ou o senso de responsabilidade, se ela não se sentisse apaixonada por esse homem, não conseguiria evitar a sensação de que estaria se acomodando a alguém, e ela não queria se acomodar. Isso não seria justo com ela e não seria justo com ele. Ela queria um homem que fosse sensível e bom, mas que conseguisse arrebatá-la completamente. Queria alguém que lhe oferecesse uma massagem nos pés depois de um longo dia na biblioteca, mas que também a desafiasse intelectualmente. Um homem romântico, é claro, alguém capaz de lhe comprar flores, sem que houvesse qualquer razão para isso.
Não era pedir muito, era?

( O Milagre - Nicholas Sparks - Pg. 89)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Máscaras




Sejam elas de pau, de ferro, de plástico, de lata, de concha. 
Acho que todo mundo usa uma máscara, mas não por vergonha de quem se é, mas por proteção e por medo dos outros e principalmente do espelho.
Convivemos tanto e tanto tempo com as máscaras que acreditamos nelas, nos programamos sobre elas, e passamos até a ser o que elas mostram.
Um dia, por acaso ou por provocação da vida, da maturidade que chega a qualquer momento nos deparamos com alguma situação em que nossa reação não é a costumeira, o sorriso não é o habitual, a expressão é diferente, então a máscara cai, junto com a ficha, sem disfarces e com algum barulho principalmente dentro de nós mesmos.
Não! Não era proposital o uso da máscara e as reações que ela desencadeava exteriormente. Não era por estupidez, era por ignorância e na ignorância temos desculpas, mas quando a máscara cai temos o conhecimento de quem somos, e no conhecimento temos o compromisso com a verdade de quem somos.
E... verdade, dói!
Sem elas estamos desprotegidos, mas muito mais autênticos, portanto, nesse caso os fins justificam os meios. 
Dor para se chegar à paz.
Um processo. Doloroso....necessário.

O beijo